Projetos da UNESP em andamento, envolvendo o PARNA do Superagüi

 

BASE DE DADOS DIGITAIS PARA O PARQUE NACIONAL DO SUPERAGUI

 

Realização: Silvia Czajkowski, doutoranda em Geociências e Meio Ambiente pela UNESP, Rio Claro, SP, sob orientação do Prof. Dr. Harold G. Fowler, depto de Ecologia da UNESP, Rio Claro, SP.

Início: 01/10/1999

Duração: um ano

Financiamento: The Nature Conservancy (TNC) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

 

RESUMO

Este projeto pretende-se levantar, compilar e organizar as informações bibliográficas e cartográficas e aerofotogramétricas referentes ao PARNA de Superagüi, que encontram-se pulverizados em instituições de pesquisa, órgãos governamentais e não-governamentais ou empresas particulares de aerofotolevantamentos. Cartas temáticas em escala 1:50.000, específicas para a área do parque, serão complementadas ou elaboradas a partir de fotointerpretação e/ou digitalizadas e georreferenciadas em campo. O resultado esperado é o desenvolvimento e disponibilização na internet de Base de Dados Bibliográficos e Cartográficos Digitais, que permita atualizações constantes, fácil e amplo acesso à informação relativa ao parque, para agilização de pesquisas futuras, suporte para tomada de decisões e forneça subsídios para elaboração do zoneamento ambiental e do Plano de Manejo deste parque.

 

PARTICIPAÇÃO

 

OBJETIVOS DA PESQUISA

 

 

RESULTADOS ESPERADOS

 

IMPACTO PARA CONSERVAÇÃO

 

ALTERNATIVAS DE ZONEAMENTO AMBIENTAL E MANEJO DO PARQUE NACIONAL DO SUPERAGÜI/PR: INFERÊNCIAS E APOIO À DECISÃO

 

Realização: Silvia Czajkowski (silviacz@rc.unesp.br), doutoranda em Geociências e Meio Ambiente pela UNESP, Rio Claro; sob orientação de Harold G. Fowler., Depto. de Ecologia, UNESP, Rio Claro, SP.

Início: 01/10/1998

Duração: quatro anos

Financiamento: FAPESP

 

Resumo

O Parque Nacional do Superagüi, situado no litoral norte do Paraná, completou dez anos de criação em abril deste ano. Seu Plano de Manejo ainda não foi elaborado, embora seja considerado instrumento imprescindível para o gerenciamento de uma área que deve comportar tanto conservação quanto visitação e pesquisa científica. As informações geradas em sua área são relativamente escassas e encontram-se dispersas em diversas instituições de pesquisa e organizações governamentais.

A primeira etapa deste projeto prevê a digitalização do material cartográfico disponível, o detalhamento por fotointerpretação e a elaboração de cartas temáticas específicas para a área do parque, que serão disponibilizadas na internet, juntamente com os dados bibliográficos, em uma Base de Dados Digital.

Na segunda etapa pretende-se quantificar a paisagem do parque e elaborar o zoneamento ambiental segundo diferentes propostas de avaliação ambiental, as quais estão associadas a diferentes pesos dados aos critérios envolvidos. Dentre as propostas mais amplamente difundidas atualmente, serão comparadas e analisadas inferencialmente a Avaliação Ambiental Estratégica (SEA, Strategic Environmental Assessment), o Manejo Adaptativo (AMA, Adaptive Management Areas) e a proposta do IBAMA em seu Roteiro Metodológico para Planejamento de Unidades de Conservação de Uso Indireto. Critérios e objetivos, conflitantes ou não, serão analisados por avaliação multi-criterial e/ou multi-objetiva. Já a avaliação de alternativas envolve a Teoria de Decisão e Manejo da Incerteza. O Sistema de Informações Geográficas (SIG) a ser utilizado será o IDRISI for Windows (EASTMAN, 1997).

Paralelamente a esta etapa serão elaborados questionários e realizadas entrevistas com os diversos agentes envolvidos: funcionários do IBAMA; pesquisadores, tanto de organizações governamentais quanto de ONGs atuantes na região; operadores de ecoturismo e moradores das circunvizinhanças. O propósito será conhecer o desenrolar histórico da área, a situação atual e as expectativas em relação às necessidades e critérios de conservação para as diversas áreas do parque. Para avaliação dos resultados pretende-se utilizar a análise das correspondências.

Na etapa final os resultados da aplicação destas técnicas de apoio à decisão possibilitarão recomendações voltadas para o manejo do parque. Dentre as possibilidades de avaliação ambiental, realçadas pela comparação das propostas de zoneamento, os resultados de maior consenso serão os mais indicados.

Objetivos Gerais

- realizar a análise inferencial, multi-criterial e multi-objetiva de alternativas para a classificação da paisagem do Parque Nacional do Superagüi;

- propor o zoneamento ambiental para o parque a partir de técnicas de quantificação, sensoriamento remoto e geoprocessamento, com o uso de Sistema de Informações Geográficas;

- contribuir para a elaboração de estratégias para conservação do meio físico e da biodiversidade, fundamentando-se em bases científicas comparativas;

- discutir as filosofias de metodologias de zoneamento e manejo ambiental.

Objetivos Específicos

- levantar, compilar e organizar dados sobre o Parque Nacional do Superagüi, com base nos estudos já realizados na área quanto às características geológicas, hidrográficas, sedimentológicas, pedológicas, zoológicas, botânicas, climáticas e sócio-culturais;

- ampliar o conhecimento sobre a unidade e organizar base de dados digital para o parque;

- aplicar técnicas de geoprocessamento através de Sistema de Informações Geográficas para produção de cartas temáticas e integração de informações relativas à área do parque;

- comparar as seguintes alternativas de avaliação ambiental e classificação da paisagem: Avaliação Ambiental Estratégica (THÉRIVEL & PARTIDÁRIO,1996), Manejo Adaptativo (STANKEY & SHINDLER, 1997) e a proposta do IBAMA para Planejamento de Unidades de Conservação (IBAMA, 1996);

- subsidiar a administração do parque na avaliação, previsão e readequação das atividades desenvolvidas na unidade.

 

BIBLIOGRAFIA CITADA

EASTMAN, J. R. 1997 IDRISI for Windows, User’s Guide - version 2.0. Clark University, Worcester, Massachussets.

STANKEY, G.H.; SCHINDLER,B. 1997. Adaptive Management Areas: achiving the promise, avoiding the peril. United States Department of Agriculture, Forest Service, General technical report, PNW-GTR-394, march, 21p.

THÉRIVEL, R.; PARTIDÁRIO, M.R. 1996. The practice of Strategic Environmental Assesment. London: Earthscan, 206p.

IBAMA-Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. 1996. Roteiro metodológico para planejamento de unidades de conservação de uso indireto. 3.ed. Brasília. 110p.

SITUAÇÃO ATUAL DAS PESQUISAS

Até o momento, já foi localizada e organizada boa parte do material cartográfico e de sensoriamento remoto, das informações bibliográficas e das referentes a projetos desenvolvidos ou em andamento na área do PARNA do Superagüi. Foi feita a caracterização preliminar da área com base na bibliografia disponível e o mapa base já foi digitalizado. Foi lançada a Lista Científica de Discussões sobre o Parque Nacional do Superagüi e a Base de Dados começa a ser estruturada.

Em viagem de reconhecimento à área foram observados uma série de aspectos preocupantes:

- A quantidade de lixo encontrada na praia Deserta (28km de praias intocadas) é surpreendente. A questão do lixo vindo do mar revela-se a mais premente. Sua solução passa necessariamente por investimentos em Educação Ambiental.

- O avanço do mar deixa seus sinais: casas derrubadas ou sendo mudadas de lugar, árvores arrancadas, vegetação morta pelo avanço da água salgada ou soterrada pela areia.

- Potencial turístico e valores históricos inexplorados, desprezados ou ameaçados. Infra-estrutura inexistente. Perfil do turismo incompatível com um Parque Nacional. Pressão para aquisição de terrenos e ocupação irregular por parte de "veranistas", ou seja, população não tradicional. Grande atividade em construções e ampliações de pousadas, em algumas vilas do entorno do parque.

- Resistência por parte de alguns moradores à realidade do parque e aos aspectos restritivos impostos pelo IBAMA.

- Falta de união entre moradores, ausência de espírito associativista ou cooperativista. Nativos de modo geral sentem-se prejudicados e assumem posição de vítimas, enquanto são responsáveis por parte dos impactos (lixo, por exemplo).

- Índios irregularmente instalados pela FUNAI desmatam todo um morro, caçam e vendem animais ameaçados de extinção.

- Pequena vila de Ararapira, situada no interior do parque, é abandonada por seus moradores que não podem mais cultivar suas lavouras e permanece com suas casas fechadas.

 

Lista de siglas utilizadas

APA: Área de Proteção Ambiental

CEM: Centro de Estudos do Mar, UFPR

FAPESP: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

IBAMA: Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

IPARDES: Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social

PARNA: Parque Nacional

SIG: Sistema de Informações Geográficas

SPVS: Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental

UFPR: Universidade Federal do Paraná

UNESP: Universidade Estadual Paulista