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Comunidades aluviais
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SISTEMA EDÁFICO DE PRIMEIRA OCUPAÇÃO COM INFLUÊNCIA FLUVIAL (COMUNIDADES ALUVIAIS)

Segundo o IBGE (1992) trata-se de comunidades vegetais das planícies aluviais que sofrem cheias dos rios nas épocas chuvosas, ou então das depressões alagáveis todo o ano. Dependendo da quantidade de água empoçada e do tempo que a água fica no lugar, as comunidades vegetais vão desde a pantanosa criptofítica (hidrófitos) até os terófitos, geófitos e caméfitos nos terraços alagáveis temporariamente. Nestes terraços, muitas vezes há agregações de palmae dos gêneros Euterpe e Mauritia, formando o açaizal e o buritizal do norte do Brasil.
Ainda mais, nos pântanos encontra-se o gênero cosmopolita Typha, a taboa, e os gêneros Cyperus e Juncus, cuja distribuição geográfica é limitada aos trópicos (IBGE, 1992).
Nos lugares planos que são melhor drenados encontra-se comunidades campestres com predominância dos gêneros Panicum, Paspalum e os caméfitos do gênero Thalia. Nos terraços ainda mais enxutos ocorrem nanofanerófitos dos gêneros Acacia e Mimosa, em conjunto com várias famílias pioneiras, como Solanaceae, Compositae, Myrtaceae e outros (IBGE, 1992).
RODERJAN & KUNIYOSHI (1988) descrevem estas comunidades como formações herbáceas ou arbóreas seletivas em depressões úmidas, que ocorrem dentro da região da floresta ombrófila densa, portanto sem influência direta do oceano. Elas são definidas pelas condições locais, normalmente solos hidromórficos gleizados com inundação regular pelas águas fluviais. O grau de desenvolvimento do substrato determina qual tipo de formação predomina. A herbácea, caracterizada pela associação taboa/lírio-do-brejo, ocorre nos substratos menos desenvolvidos, e a arbórea nos mais desenvolvidos. Esta ultima consiste muitas vezes somente de caxeta (Tabebuia cassinoides). Em solos mais desenvolvidos e com o lençol freático pouco mais profundo, a caxeta pode atingir alturas mais elevadas e surgir um sub-bosque arbóreo especificado com as seguintes espécies: ipê-da-várzea (Tabebuia umbellata), o mangue-do-mato (Clusia criuva), a caroba (Jacaranda sp.), o jacarandá-lombriga (Andira anthelmintica) o tapiá e o jacatirão (Tibouchina reitzii). Na vegetação herbáceo-arbustiva encontra-se o caetê, a guapurunga (Marlierea sp.), a erva cidreira (Hedyosum brasiliense), pteridófitas e bromeliáceas epífitas.
A caxeta estabelece-se após da taboa, podendo ocorrer em solos orgânicos ou solos gleis. Outras espécies que ocorrem em conjunto com a caxeta são o ariticum (Guatteria sp.), jacataúva (Cytharexylum myrianthum) e a maricá (Mimosa bimucronata) que é uma pioneira do estágio inicial de sucessão em ambientes mais secos. Em estágios mais avançados de sucessão o guanandi (Calophyllum brasiliense) aparece.
Vale ressaltar que a madeira da caxeta é uma dos melhores para a fabricação de lápis.

Solos

Solos orgânicos

RACHWAL & CURCIO (1994) descrevem solos orgânicos como um acumulo de resíduos orgânicos em vários estágios de decomposição depositados sob condições anaeróbicas em locais abaciados. Encontra-se horizontes hísticos com teores de carbono maior ou igual a 8 % e espessura mínima de 40 cm. A densidade destes solos é muito baixa, ela varia de 0,1 a 0,3 g/cm³, o que dificulta a trafegabilidade. Quando drenados, ocorre subsidência (rebaixamento superficial), isto em função da contração do volume pela remoção da água. Em seguida há intensa mineralização.

Solos gleis

Segundo RACHWAL & CURCIO (1994) gleis são solos minerais, hidromórficos e derivados de sedimentos alúvio-coluvionares que são depositados em relevos côncavos. O horizonte glei (cinza) dentro dos primeiros 50 cm da superfície ocorre em função da hidromorfia intensa que causa redução ou remoção do ferro. A textura pode ser argilosa ou média, com vários graus de fertilidade.

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Os textos são extraídos de um trabalho maior: Aspectos da vegetação do Sul do Brasil - especialmente do Paraná. Para ver o arquivo inteiro clique no link seguinte. O arquivo é grande, tem 4 MB!!!

ASPECTOS DA VEGETAÇÃO DO SUL DO BRASIL -
ESPECIALMENTE DO ESTADO DO PARANÁ

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Copyright © 1999 Inge Niefer E-mail: inge@superagui.net

Last modified on Saturday, January 22, 2000