
AS
ORIGENS
As primeiras referências
sobre o território que seria mais tarde o Paraná, acham-se no livro de Hans
Staden
que tendo arribado à baia de superagüi em navio espanhol, após violenta
tempestade, encontrou ai, em 1549 alguns portugueses de São Vicente convivendo
com os indígenas Tupinikin. Outra referência colhemos em Romário Martins que
relata sobre a preação de índios iniciada em 1585 pelo Cap. Mor de São
Vicente, Jerônimo Leitão. Da “bandeira” escravagista participou o escrivão
da Câmara de São Paulo, Diogo de Unhate. Este, 29 anos mais tarde requereu a
península de Superagüi, por Sesmaria em 1614, a mais antiga das Sesmarias em
território paranaense. Porém, Unhate não se fixou em Superagüi. Em 1636
participava da fundação de São Sebastião.
Foram sem dúvidas
aqueles traficantes com Tupinikin e os preadores de Carijó e mais a gente
aventurosa das povoações do litoral paulista, os primeiros povoadores do nosso
litoral. Gente, aliás, que adaptou-se aos costumes indígenas e às condições
do meio-ambiente. Descendentes de castelhanos e portugueses, degredados ou
egressos da civilização, foram se homiziando entre os índios, adotando o modo
de vida dos nativos e se “asselvajando” quanto eles. Eis pois as origens do
caiçara da região do Superagüi e de todo o litoral.
Os jesuítas,
provavelmente a partir de 1699, possuíam no Superagüi os seus sítios de produção
agro-pecuária.
Em 1727, no dia 16 de
dezembro, a Câmara de Paranaguá manda tomar posse das terras do Varadouro
Velho, onde foram medidas 300 braças de terras de rocio no porto de Superagüi,
para a futura povoação e vila no
interesse da defesa da costa. Mas ao que parece, tudo continuou no marasmo.
Em 1852 estabelecia-se
nesse mesmo território uma colônia particular composta de europeus de várias
origens em que predominavam os suíços.
Em meados do século
19 a transformação da economia processa-se no sentido da lavoura latifundiária,
do protecionismo industrial, da substituição do braço escravo pelo
trabalhador livre. Mas a escravidão ainda existiu até 1888 fazendo concorrência
à mão de obra assalariada dos imigrantes. Mesmo assim a
imigração européia já era notável em 1840, no inicio do segundo reinado.
Fundavam-se colônias de imigrantes por todo o sul do pais.
Texto extraído de: Leonidas Boutin: Superagui. 1983. Disponível na Biblioteca Pública de Curitiba.
(Obs: ortografia como no original)


Last modified on Friday, april 05, 2002